quinta-feira, 29 de novembro de 2007

"um povo que lê nunca será um povo de escravos"


Não deixem o prazer sobrepôr-se à razão,
vezes sem conta cá aparece,o aldrabão!
A razão cá fica,ainda que tapada...
E é no crepúsculo da vontade já saciada,
que só os pacientes acordam sem remorso.

Porque não é fazer do banal belo.
Mas aproximar a amostra do que se vê.
Primeiro o gosto da realização pessoal
e só depois, se por felicidade, o de quem lê.

Cabe em toda a vida tal filosofia.
- Como se houvesse tempo e lugar para as ideias... -
Olhando o exemplo do Cesário da poesia
e de todos os fiéis de todas as maneiras.

Entendam-me como quiserem,
se me quiserem entender.
Só não me tomem como renunciante ao prazer.
Procurem, imaginem, sonhem se puderem...
Afinal, só os prisioneiros acordam esclarecidos.

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